Encontre a luz em meio as trevas!

O que você entende por rock? Satanismo? Ódio? Intolerância? Se pensa assim, você está totalmente errado. Assim como toda forma de música, o rock pretende passar uma mistura de coisas, sentimentos e ideologias. Ninguém precisa seguir essas ideologias e sentimentos. Quem segue à risca é só uma pequena fatia, para nós só interessa o som, ou seja aqui no blog pretendemos mostrar exemplos da boa música, focando no rock, mas sempre passeando pelo metal, e as vezes pelo blues e pelo jazz. Bom proveito.

sábado, 7 de julho de 2012

Review de CD - Rainbow Rising

O primeiro post do blog é quanto a um favorito em particular meu. Eu escrevi essa review a algum tempo atrás para contribuir ao whiplash.net, portanto o texto estará na formatação padrão de lá. Mas que fique claro que eu sou o autor da review.

Uma das bandas pioneiras do Power Metal e do Metal Sinfônico, a banda que preparou RONNIE JAMES DIO para o mainstream, a banda em que RITCHIE BLACKMORE demonstrou todo seu virtuosismo, a banda que revelou o talento de jovens músicos como JIMMY BAIN, CRAIG GRUBER e TONY CAREY, e isso somente na sua fase "inicial", a fase Dio.
Nota: 10 
Após o lançamento do primeiro álbum, o RAINBOW parecia estar caindo em um poço sem fundo, pudera, apesar da qualidade da música e dos músicos (convenhamos, os músicos do ELF eram realmente talentosos), a venda havia sido um fracasso, e BLACKMORE, como de costume, estava insatisfeito com a banda, era a batida fraca do baterista, era o tom que pendia ao funk do baixista, o tecladista não era bom o suficiente e mais várias situações, fez com que BLACKMORE demitisse toda a banda, menos DIO.
Em busca de novos membros, BLACKMORE chamou o excelente baterista do JEFF BECK, COZY POWELL e mais dois músicos desconhecidos, o tecladista TONY CAREY e o baixista JIMMY BAIN, que como vemos no Rising, eram/são excelentes músicos. E assim estava feito a "MKII" do RAINBOW, que excursionou pela sua Rising World Tour, a turnê de acompanhamento do álbum que veremos agora: RAINBOW RISING.
O álbum já começa poderoso, com o sintetizador de CAREY, sentimos uma áurea mística em torno de tudo que viria depois, e o pressentimento estava confirmado, um riff simples porém eletrizante, um vocal forte e poderoso, um refrão belíssimo e um solo eletrizante. Aí estava a faixa número um do CD, Tarot Woman.
Em seguida temos outra música que merece nossas atenções (na realidade todo o álbum em questão merece), Run With The Wolf. Uma letra até um certo ponto complicada de entender, mas que aparenta falar sobre mudanças em geral. Com outro belo refrão e um final chegando perto de ser épico, essa faixa da inicio a parte Hard Rock do álbum, duas canções que são mais a cara do DEEP PURPLEe do RAINBOW pós DIO do que RAINBOW com o DIO. A primeira dessas duas faixas, Starstruck, é uma música com um bom riff e uma bateria forte de POWELL, a segunda, Do You Close Your Eyes, é uma música de Hard Rock clássico, um riff pesado e "alegre", um refrão rápido e acessível, uma letra simples e uma canção curta. Boas músicas para escutar o talento de POWELL.
Chegamos aos pontos altos do álbum, Stargazer e A Light In The Black. Talvez um dos melhores "B-Sides" da história do rock, se não o melhor. Nele podemos ouvir a qualidade dos músicos, quem nunca bateu cabeça no solo de bateria de Stargazer ou no de teclados de A Light In The Black?
Agora, falemos das duas faixas, começando por Stargazer, uma faixa que começa com um solo rápido e feroz de bateria de POWELL, seguido por um riff constante e pesado de BLACKMORE acompanhado de perto pelo baixo de BAIN e o teclado de CAREY, logo depois, entra a voz do DIO, poderosa e intimidadora como sempre, cantando sobre "uma pequena história sobre um mago, que pega pessoas e as faz de escravos, enquanto ele constrói uma grande torre de pedra até os céus para poder ver as estrelas", palavras do próprio DIO quanto à música. Após cantar os dois primeiros trechos da música, DIO dá espaço para o virtuosismo de BLACKMORE, que agora, já acompanhado da Orquestra Filarmônica de Munique, executa um solo feroz e rápido. Depois do solo a música volta ao seu decorrer natural, a única diferença é a orquestra. A música continua assim, até que DIO começa a gritar partes da música, com a orquestra crescendo ao fundo e BLACKMORE e o resto da banda cada vez mais pesada. Assim acaba o épico de oito minutos e vinte e seis segundos. Mas o álbum não terminou, ainda faltava a continuação de Stargazer...
A Light In The Black, a música mais veloz e pesada do RAINBOW em meu ver. A música começa como Stargazer, com um solo de bateria, mas esse dura apenas dois segundos, em seguida, entra um riff de BLACKMORE, semelhante ao da faixa anterior, e assim entra o vocal, que conta a história de volta para casa após a queda do mago. A música ainda consta com um solo virtuosíssimo de BLACKMORE acompanhado pelo teclado de CAREY, um momento mágico. A música volta a seu andamento natural e termina com um final monstruoso, a voz de DIO estava perfeita e os instrumentos na mais perfeita harmonia. E assim acaba, um dos maiores álbuns da história.
Track-List
1. Tarot Woman
2. Run With The Wolf
3. Starstruck
4. Do You Close Your Eyes
5. Stargazer
6. A Light In The Black
Banda:
RONNIE JAMES DIO - Vocal
RITCHIE BLACKMORE - Guitarra
COZY POWELL - Bateria
TONY CAREY - Teclado
JIMMY BAIN - Baixo
Detalhes do álbum:
Nome: Rising
Artista: Rainbow
Ano: 1976
Gravadora: Polydor

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